sábado, 4 de fevereiro de 2012

SABEDORIA

Lembro que meu pai me ensinou a rezar quando eu era pequeno. Não me ensinou o "pai nosso" ou outras orações assim, essas aprendi na igreja e esqueci nas escolas.

Eu era bem pequeno, estava sozinho com ele no meu quarto em Brasília, cidade onde nasci, fazia sol e estava um clima agradável. Meu pai sempre foi grande, um urso,  e ainda hoje sou menor que ele. Eu vejo aquele homem grande que cuida de mim falando sobre o quê pedir para Deus.

Nessa época ainda achava que Deus era um primo do Papai Noel, ou eram o mesmo cara com funções diferentes, tipo "bad cop, good cop". Enfim, nesta época ainda tinha essa visão de Deus. Hoje não tenho visão nenhuma de Deus. "Deus" é uma palavra que ganha valores e imagens diferentes para cada um que fala e ouve. Mas se querem saber sou daqueles que acha que sim, Deus somos nós, todos e tudo é o mesmo. Deus é "carbono".

Enfim, neste dia meu pai me disse assim: Meu filho, quando for pedir alguma coisa para Deus, sempre peça por SABEDORIA.  Sabedoria é o mais importante. 

De tantos momentos que compartilhei com ele fico feliz de não ter esqueci esse, nunca esqueci, nunca.

E além de achar uma palavra bonita, concordei completamente. Afinal de contas, tendo sabedoria podemos dar um tempo para Deus e pedir menos. Até por que temos sabedoria suficiente para cuidar de nossas vidas. Me parece um ótima coisa para se pedir. É tão bom ouvir sabedoria, parece que nos faz sábios esse compartilhar.

 Eis aqui um sábio: EDUARDO GALEANO



sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Pássaro

Escolhi o próximo livro a ser mastigado, mais um Veríssimo. Não existe contra indicação para este. Tomando meu Capuccino penso. Hum... Vou ler na varanda. Sim, tenho uma varanda, moro quase no centro de São Paulo, e tenho uma varandinha que acolhe uma rede que me acolhe. Por maior que seja a ofensa para a rede se esticar por aqui e não na frente da natureza.

Isso, vou ler Veríssimo esticado em minha rede aproveitando o Sol. O poderoso Sol que o homem não vai atingir, graças a distância! Se fosse um pouco mais perto, nem imagino a merda que ia dar, as idéias bizarras de naves espaciais visitando a orbita do Sol com gente da classe A e AA. Pacotes de viagem o ano inteiro, pois perto do Sol sempre é verão! "Venha pegar o bronze de Zeus, aproveita a sauna solina, novo tratamento de beleza". Enfim, que bom que o Sol está longe,  é uma natureza e sempre irá tocar o homem por mais concreto que exista em nossa volta.

Tiro a camisa, deito, deleito. Só quando começo a ler percebo a trilha sonora da minha leitura. Ao longe uma furadeira insistente, ao perto carros alternados e no meio, em algum lugar incerto, um pássaro de bonito canto. Nossa! Um pássaro, um pássaro mesmo. Um pássaro da classe A, não um pombo classe D.

Sobrevivente que se faz ouvir no meio de máquinas.
Ufa... Furadeiras, carros e pássaro.



Torço que também esteja tomando Sol.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

CONVERSA AFIADA 5 - O momento está crítico!

-       O momento está crítico!
-       Mesmo?
-       Mesmo.
-       Ótimo.
-       Ótimo?!
-       Qual o problema?
-       O momento está crítico!
-       Ó TI MO.
-       O que vamos fazer?
-       Nada. Em momento crítico, deixe que critiquem, o momento foi feito pra isso. Receber críticas.
-       E o que eu faço?
-       Espere...
-       O quê?
-       Espere até a coisa ficar feia!
-       Não podemos! Por quê?!
-       Sim, quando o momento virar um coisa... e ainda por cima feia! Aí sim. Vamos lucrar.
-       Mesmo?
-       Mesmo mesmo! Espere a coisa ficar bem feia e tire uma foto. Ou melhor, filme! Colocamos na internet e esperamos.
-       Ãh?
-       As pessoas adoram coisas feias na internet. Ficam curiosas. Dizem que são de outro planeta. Melhor ainda se de feia, virar uma tragédia.
-       Tragédia não é bom.
-       Exato, é ótimo. As pessoas amam tragédias. Podemos fazer uma novela. E todos adoram novelas.
-       Verdade, minha mãe não perde um capitulo. Tem que ser um estouro!
-       Sim! Vai bombar! E se bombar!
-       Bum!
-       Vai explodir, explodindo o momento crítico desaparece com todo o resto. Estamos salvos!

Investimento em estudos

Investimento em estudos

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Elas... ela!

Música do post

A Jussara era uma mina que eu chamava de moça, a Jéssica era moça, e eu chamava de Dona,  sendo que a Dona era a Tatiana, mas eu a chamava de gata,  ela queria que falasse “meu bem,” mas na verdade o meu bem era a moça, que no fundo queria ser chamada de gostosa. Porém gostosa mesmo era a Thamila, mas era gostosa por que era cachorra, coisa que a Juliana julgava ser, no fundo não passava de uma pirigueti. Com todas tentei falar “pirigueti”, achava divertido a sonoridade,  nenhuma gostou... Nem a cachorra. Ainda teve a Ana que era a lindinha, mas ela não dava ouvidos pro que eu falava, até por que era surda...  A Karen queria instituir que a chamasse de “morr”, me recusava e a chamava de Karen, embora a Dani tivesse muito mais de Karen do que a Karen.  A Bruna era gostosinha, e a chamava assim, e claro, ela se julgava gostosona, preferia “meu amor”.  Mas meu amor mesmo é a Bella, que eu gosto de chamar de Bê. E quer saber? Ela adora! 

ATIRA SARRO na NETFLIX

Meu show solo de stand up comedy ATIRA SARRO está disponível na NETFLIX!



Experimente a NETFLIX, o primeiro mês é grátis e depois são apenas 14,90 por mês. Além do meu show tem uma porrada de filmes, séries, shows de humor, documentários etc etc etc...


https://signup.netflix.com/

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Pão de queijo e aeroporto.





Ok, faltam 10 minutos para o voo.  Hum… o que é  isso? Sinto uma coisa estranha… Carência? O que é isso? Será saudade? Ah! Claro, agora identifico, é fome. Aquela fominha, típica de aeroportos.

Olho para a lanchonete, entre várias pessoas da fila, o piloto se destaca, não pelo uniforme bem alinhado, mas sim pela sacola plastica branca de supermercado que carrega. Puts… aquela sacola quebrou toda acredibilidade do uniforme, o uniforme parece estar ofendido pela sacola. Um piloto deveria carregar uma maleta estilo James Bond, ou mesmo uma pequena mala dessas de rodinhas modernas que podem ser levadas de pé mesmo, quase como se fossem pequenos assitêntes, tipo R2D2 do Star Wars (não precisava explicar que R2D2 é do Star Wars, ne? Se sim, para de ler isso e vaza,  você me ofende). 

Hum.. ela voltou, a fome. Está maior.
Olho  para a vitrine de salgados. Coxinhas ressecadas, empanadas murchas, risoles risonhos e sim, ele! Pão de queijo, o campeão dos desejos em aéroportos, mais desejado do que as próprias aeromoças.
Está decidido, sera aquele, do meio pro fundo, meio desforme, ele parece a cabeça daquele cara do Casseta e Planeta,  o menos legal que o Bussunda, como se chama mesmo? Enfim...

Agora, também esotu com sede, vou pedir uma água. Não, jamais! Que pecado, não se faz isso com os pães de queijo. Um pão de queijo bonito assim precisa de no mínimo um café expresso. Mas a verdade é que não gusto de café. Amo os Capuccinos. Perfeito um pão de queijo com Capuccino (escrevo com letra maiúscula mesmo pelo respeito que tenho aos Capuccinos). Mas sera o momento certo para Capuccino? São meio dia e vinte, os Capuccinos nos tratam melhor pela manhã, ou mesmo no fim das noites. Não seria certo. Quem sabe um chá? Há! Ri alto! Ta bom! Chá! !kkk! Poderia pedir uma coca-cola. Acho que quero algo mais adolescente mesmo, um tanto refrescante… embora seria um desperdicío, posso pedir coca no avião…. Vamos! Pensa rápido, já começaram a chamada, vou entrar no “last call”, adoro o “last call”.

Então será um café mesmo. O básico; café e pão de queijo… E uma água. Depois penso na ordem de consumir, um sabor pode influênciar o outro. Espera, não, água não.
 
- Olá! Um café médio e um pão de queijo.
- Nove e cinquenta senhor.
 
Nove e cinquenta??? Cacete…
 
-  Senhor?
- Ah! Desculpa, mudei de idéia. Quero uma água.
- Com gaz ou sem? 

Odeio essa pergunta.

- Água.
- Três e oitenta senhor…
 
 Três e oitenta? Como assim? Que 3 é esse? E como se não bastasse, ao lado do 3 vem o 80! Isso é quase 5 reais!
 
- Senhor??
- Ah… Bem, cancela a água, eu quero um chá.